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terça-feira, 31 de maio de 2011

Entre Aspas

"Fraco é aquele que muda para agradar os outros"

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Ataque?

E mais uma vez ela ataca. Coisa natural para aqueles presenciam isto por anos, quase que todos os dias. Estes que tentam evitá-la mas não são tão fortes, não são tão agéis para isso. E o tempo passa, todos vamos envelhecendo e aqueles que tentavam evitá-la de chegar aos outros e tomar a alma completamente em apenas segundos, são atacados, aqueles que tratavam-a como normal, a recebem, visita aquela que transtorna a vida de muitos, deles principlamente.E depois de tanto sofrimento,sentimos a boca gélida, num rosto que não mais tinha aquela cor de antes, aqueles olhos vivos e penetrantes não estavam mais presentes e a personalidade vívida e extrovertida foi-se embora. Para nunca mais. Nunca mais.
Ela realmente veio. Eu não tinha notado.Meu velho e enferrujado "disco rígido" não tinha conseguido assimilar. Ela veio e tomou tudo que eu tinha, roubou de mim todos os sorrisos, a felicidade, as alegres cores da vida, e me deixou com apenas a minha cinzenta e normal rotina e gotas.Gotas e mais gotas. Não gotas normais, mas lágrimas cheias de dor e sofrimento que embalavam e ainda embalam minha tristeza contínua. Ela veio e tomou de mim, para sempre.
Apenas espero que ela, a morte, quando também me tomar ( por completo, corpo e alma) me devolva tudo que um dia já fora meu.
E daí começarei tudo de novo, mais uma vez, sorrisos, lágrimas e todos os sentimentos que temperam o que chamamos de vida.
                                                             -Frida Fritas-

terça-feira, 10 de maio de 2011

O que os olhos não veem ....o coração não sente...

Oi pessoal!! Nós lemos essa poesia de Ruth Rocha na nossa aula de filosofia e acho que ela passa uma mensagem muito importante pra nossa sociedade. Leiam de cabeça aberta!!


O que os olhos não vêem
Havia uma vez um rei
num reino muito distante,
que vivia em seu palácio
com toda a corte reinante.
Reinar pra ele era fácil,
ele gostava bastante.

Mas um dia, coisa estranha!
Como foi que aconteceu?
Com tristeza do seu povo
nosso rei adoeceu.
De uma doença esquisita,
toda gente, muito aflita,
de repente percebeu...

Pessoas grandes e fortes
o rei enxergava bem.
Mas se fossem pequeninas,
e se falassem baixinho,
o rei não via ninguém.

Por isso, seus funcionários
tinham de ser escolhidos
entre os grandes e falantes,
sempre muito bem nutridos.
Que tivessem muita força,
e que fossem bem nascidos.
E assim, quem fosse pequeno,
da voz fraca, mal vestido,
não conseguia ser visto.
E nunca, nunca era ouvido.

O rei não fazia nada
contra tal situação;
pois nem mesmo acreditava
nessa modificação.
E se não via os pequenos
e sua voz não escutava,
por mais que eles reclamassem
o rei nem mesmo notava.

E o pior é que a doença
num instante se espalhou.
Quem vivia junto ao rei
logo a doença pegou.
E os ministros e os soldados,
funcionários e agregados,
toda essa gente cegou.

De uma cegueira terrível,
que até parecia incrível
de um vivente acreditar,
que os mesmos olhos que viam
pessoas grandes e fortes,
as pessoas pequeninas
não podiam enxergar.

E se, no meio do povo,
nascia algum grandalhão,
era logo convidado
para ser o assistente
de algum grande figurão.
Ou senão, pra ter patente
de tenente ou capitão.
E logo que ele chegava,
no palácio se instalava;
e a doença, bem depressa,
no tal grandalhão pegava.

Todas aquelas pessoas,
com quem ele convivia,
que ele tão bem enxergava,
cuja voz tão bem ouvia,
como num encantamento,
ele agora não tomava
o menor conhecimento...

Seria até engraçado
se não fosse muito triste;
como tanta coisa estranha
que por esse mundo existe.

E o povo foi desprezado,
pouco a pouco, lentamente.
Enquanto que próprio rei
vivia muito contente;
pois o que os olhos não vêem,
nosso coração não sente.

E o povo foi percebendo
que estava sendo esquecido;
que trabalhava bastante,
mas que nunca era atendido;
que por mais que se esforçasse
não era reconhecido.

Cada pessoa do povo
foi chegando á convicção,
que eles mesmos é que tinham
que encontrar a solução
pra terminar a tragédia.
Pois quem monta na garupa
não pega nunca na rédea!

Eles então se juntaram,
Discutiram, pelejaram,
E chegaram à conclusão
Que, se a voz de um era fraca,
Juntando as vozes de todos
Mais parecia um trovão.

E se todos, tão pequenos,
Fizessem pernas de pau,
Então ficariam grandes,
E no palácio real
Seriam logo avistados,
Ouviriam os seus brados,
Seria como um sinal.

E todos juntos, unidos,
fazendo muito alarido
seguiram pra capital.
Agora, todos bem altos
nas suas pernas de pau.
Enquanto isso, nosso rei
continuava contente.
Pois o que os olhos não vêem
nosso coração não sente...

Mas de repente, que coisa!
Que ruído tão possante!
Uma voz tão alta assim
só pode ser um gigante!
- Vamos olhar na muralha.
- Ai, São Sinfrônio, me valha
neste momento terrível!
Que coisa tão grande é esta
que parece uma floresta?
Mas que multidão incrível!

E os barões e os cavaleiros,
ministros e camareiros,
damas, valetes e o rei
tremiam como geléia,
daquela grande assembléia,
como eu nunca imaginei!

E os grandões, antes tão fortes,
que pareciam suportes
da própria casa real;
agora tinham xiliques
e cheios de tremeliques
fugiam da capital.

O povo estava espantado
pois nunca tinha pensado
em causar tal confusão,
só queriam ser ouvidos,
ser vistos e recebidos
sem maior complicação.

E agora os nobres fugiam,
apavorados corriam
de medo daquela gente.
E o rei corria na frente,
dizendo que desistia
de seus poderes reais.
Se governar era aquilo
ele não queria mais!

Eu vou parar por aqui
a história a que estou contando.
O que se seguiu depois
cada um vá inventando.
Se apareceu novo rei
ou se o povo está mandando,
na verdade não faz mal.
Que todos naquele reino
guardam muito bem guardadas
as suas pernas de pau.

Pois temem que seu governo
possa cegar de repente.
E eles sabem muito bem
que quando os olhos não vêem
nosso coração não sente.







Reflitam sobre esse tema e tire a lição dele que é a mais valiosa para nós hoje em dia: lute pelos seus direitos.
Bj,
Bewitched

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Invasão de Alma

Oi gentee!!!!! Tudo bem??
Bem, antes da semana recomeçar queria que vocês pegassem um tempinho pra pensar sobre essa poesia que encontrei, e que tem uma relação com minha última postagem.

         INVASÃO DE ALMA

Com o olhar posso invadir sua alma.
Sei dos seus medos, de suas incertezas, de suas sutilezas para fingir tudo bem.
Sei de suas lutas, sei de seus percalços, seu corpo emite sinais.
          No seu silêncio, posso escutar suas vozes internas.
Sei de suas palavras engolidas, de suas vontades escondidas, de suas falas negociadas para fingir tudo bem.
No seu isolamento, posso ficar perto de você.
Sei de suas dores, sei de seus sonhos, sei de seus medos, mas você sempre tem uma boa desculpa para fingir tudo bem.

Na sua autodeterminação, posso escutar seu coração.

Sei dos seus desafios, sei dos seus desatinos, sei de suas intenções para fingir tudo bem.

Sua tristeza, no entanto, fica exposta à mesa para qualquer um enxergar, porque essa você não consegue abandonar.

E já que lhe conheço a alma, tenho o direito de lhe pedir calma para que bote brilho no olhar e nesse rosto que gosto de ver sorrindo, porque não suporto nunca ver você chorar.



...de Rosa Berg.

Reflitam!!!
Bjs!